A Funcex Europa, delegação internacional da Fundação Centro de Estudos do Comércio
Exterior (Funcex), está há um ano em Portugal, país escolhido para iniciar os trabalhos da
entidade fora do Brasil. Esta fundação, que privilegia a conexão do Brasil com os países
lusófonos, tem realizado, desde 10 de maio de 2022, diversas ações que visam “intensificar o
volume de exportação e importação do mercado comum lusófono com outros regiões do
mundo”.
Nos últimos 12 meses, a Funcex Europa manteve uma agenda dinâmica em solo português. A
delegação desta entidade brasileira em Portugal participou numa Missão Empresarial da
Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento,
Perícias, Informações e Pesquisas (FENACON) do Brasil, foi coorganizadora do primeiro
Seminário Luso-Brasileiro de Radiodifusão, que se realizou em Lisboa, juntamente com a
Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), promoveu também a “Bênção
dos Surfistas”, em Peniche, durante a terceira etapa do circuito mundial de surf, reunindo
diversos jovens e homenageando Guido Vidal França Schäffer, médico e seminarista brasileiro.
Outro ponto da agenda foi a coorganização do seminário “Relações Comerciais – Brasil –
CPLP”, na capital portuguesa, ao lado da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP), em parceria com o banco português Caixa de Crédito Agrícola
Mútuo de Torres Vedras. Durante este evento, dois protocolos “de suma importância” foram
assinados com as duas entidades citadas, que prometem “valorizar o empresariado de raiz
lusófona”. A Funcex Europa apresentou também o padre Omar Raposo, reitor do Santuário do
Cristo Redentor no Rio de Janeiro, como responsável pela vertente Social desta delegação.
“Nos últimos meses, crescemos e criamos novas raízes, fruto também da dinâmica e da
relevância dos quase 50 anos de história da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior
(Funcex), que, desde o Brasil, promove um grandioso trabalho de ligação com o mundo na
área empresarial e de investimentos. E como estamos sempre abertos à inovação, a Funcex é a
primeira Fundação brasileira a se internacionalizar. E Portugal foi o destino escolhido”,
explicou Higor Ferro Esteves, diretor geral da Funcex Europa.
Como resultado da chegada a Portugal, após a internacionalização da Funcex, este empresário
luso-brasileiro defende que a Fundação na Europa “tem cumprido com êxito as premissas da
sua existência, com uma forte aposta no estabelecimento de novos contactos e novas
parcerias”.
“Atualmente, temos estreitado trabalhos com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
(CPLP), com o governo central português e com os governos locais em várias regiões deste país
europeu. Assinamos também protocolos importantes capazes de modificar o cenário comercial
lusófono, realizamos missões na Europa, organizamos eventos, como seminários e encontros
empresariais, estudamos geminações entre cidades do Brasil e de Portugal. África, sobretudo
os países de língua portuguesa (PALOP), está agora mais integrada no nosso planeamento, nos
nossos projetos”, mencionou Higor Ferro Esteves, que comentou que “um dos principais
projetos em andamento é o desenvolvimento do ‘COMEX Data CPLP’, aquele que será o maior
banco de dados de comércio exterior alguma vez já produzido, uma iniciativa liderada pela
Funcex Europa em parceria com a Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP)”, entidade da
qual a Funcex é vice-presidente.
A Funcex Europa conta com quatro diretores em solo português que têm a missão de
desenvolver o universo de ações da Fundação nos países europeus. Outro dos objetivos é
auxiliar nas tratativas e “empoderamento” das conversações que poderão culminar na
assinatura do tão aguardado acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Os diretores
encontram-se em Lisboa, Cascais e Braga.
“Sabemos que existe ainda muito trabalho a ser feito. Mas estamos convictos de que
acertamos ao iniciar a nossa internacionalização em Portugal, localização que nos leva para o
mundo dos negócios e das interações em diversos níveis na Europa e no continente africano”,
finalizou Higor Ferro Esteves.
Ígor Lopes